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Produtividade em baixa? Educação!

Por Antônio Teodoro

Muito além dos dados industriais brasileiros, um dos indicadores sobre o andamento da economia recai sobre o crescimento da produtividade do trabalhador nacional.

O desenvolver de uma economia resulta em melhoria produtiva, melhoria de processos e principalmente em qualidade de entrega do trabalho construído. Não há incremento sem trabalho, e não há salto qualitativo sem incremento de produtividade.

Apenas a produtividade do trabalhador é capaz de gerar novas entradas de capital, sejam financeiros, intelectual, conceitual ou habilidades produtivas. A elevação salarial, do custo direto de produção é anulada pelo incremento destas novas formas que oxigenam o fluxo produtivo.

A verdade é que, reajuste de custos salariais sem ganhos de eficiência e produtividade traz automaticamente impacto sobre o nível inflacionário. O fiel desta balança passa pelo incremento produtivo que o trabalhador oferece a seu empregador.

Desta forma, precisa-se urgentemente retirar do imaginário do empresariado que aumento de produção é fruto exclusivamente de aumento de horas trabalho. As economias desenvolvidas, para este conceito, são aquelas que conseguem extrair da força de trabalho retornos crescentes, sem exploração e degradação das condições laborais.

Significa dizer que melhoria das condições laborais ultrapassa e muito o conceito de oferecer vale alimentação, auxilio creche, refeição, SPA e um emaranhado quantitativo de benefícios trabalhistas. Melhoria das condições laborais permeiam a formação do cidadão, e não apenas do empregado. Deve-se ampliar o espectro.

Elevar a produtividade é buscar qualificação de sua força disponível, não apenas para as suas atividades rotineiras, mas conseguir extrair daquele operário uma ampliação da visão de mundo, e de potencializar conquistas. É investir não apenas no trabalhador, mas envolver a família no processo de construção social, incrementando rotinas e inserindo todos a contexto de futuro, de progressão.

Ganhos de produtividade passam necessariamente pela formação de um cidadão com capacidade plena de leitura, de raciocínio e de ambientação social. Não há produtividade apenas com pão e circo, com cantos de motivação e nada pelo que se apaixonar, pelo que lutar e conquistar. Dinheiro por dinheiro também não é exclusivamente o fato que melhora a produtividade. Logo, passa-se então pela questão da educação, da formação do cidadão e da conquista de objetivos.

A educação corporativa, por maiores ou menores que sejam os cargos hierárquicos dentro de uma corporação, ou até mesmo de uma microempresa, é a guardiã pela elevação das taxas produtivas, e somente será conseguido se cada empresário investir na formação de cidadão, e não apenas na formação de seus empregados. O conceito é maior, o trabalho desprendido também. Não deve-se ensinar apenas a rotina, deve-se ensinar ética, engajamento social, comunicação e outros tantos pontos.

Em tempos de economia minguada, temos a suspensão de investimentos pelo empregador junto ao desenvolvimento de sua equipe. Esta armadilha entre investimento e retorno em grau de produtividade é o balizador entre ganhos e perdas. Não podemos e não devemos restringir a formação de uma cultura organizacional fundamentada na educação. É parte inerente do processo a formação desta cultura.

Quero dizer que, com a fundamentação, com a formação via educação social, forma-se um cidadão construindo seus negócios para o empresário, e traz consigo valores que no futuro serão a base das famosas culturas organizacionais.

A chave para melhorar a produtividade do trabalhador passa pela educação corporativa, pela mão do empresariado em investir na formação não apenas de trabalhador, mas de cidadão, que trará consigo inovações e formará a cultura empresarial que garantirá o pleno desenvolvimento dos negócios. Não há tecnologia desenvolvida sem por trás existir um conhecimento, um trabalhador extremamente apaixonado pelo que faz e pelo que busca melhorar.
 

Antônio Teodoro é economista e professor.

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