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O capitalismo beneficia os pobres?

Por Everaldo Leite

Os estudos acerca do capitalismo costumam privilegiar as questões mais formais do sistema, como produção, distribuição, fatores, tecnologia, moeda etc. As Ciências Econômicas, nesse sentido, têm contribuído com teorias e ideias que auxiliam na compreensão da economia de mercado e quanto aos impactos de políticas e decisões específicas. Há ainda, portanto, muito espaço - e cada vez mais - paraanálise no que tange à dinâmica do processo social com vistas a compreender o papel efetivo da dimensão econômica e do capitalismo na vida das pessoas, notadamente dos pobres.

Com efeito, as convicções de Karl Marx e dos marxistas quanto a um conflito de classes foram responsáveis por cultivarem entre as pessoas a crença de que o capitalismo é o culpado do enriquecimento de alguns em detrimento da pauperização da maior parte da sociedade. Nada poderia ser mais falso e injusto, visto que, nos países onde o capitalismo foi exitoso,a sociedade hoje, independente de classe, conta com um conforto e benefício material infinitamente superior ao que possuía a menos de um século. A controvérsia verificada em países em desenvolvimento, não obstante, tem servido somente para erguer barreiras históricas, entre um presente desordenado e um futuro mais promissor.

Não implica aqui dizer que o capitalismo traz a salvação para todas as questões da vida humana, mas sim que sua superioridade em relação a quaisquer outros sistemas precisa ser levada em consideração no que concerne às realizações objetivas da espécie. O crescimento do volume de oportunidades proporcionado pela economia de mercado é significativo, mantendo a prosperidade da população e sendo plenamente sustentável mediante a sua referência deliberativa: os preços. De fato, não há dispersão maior de conhecimento deliberativo do que num sistema de mercado livre, iluminando o consumo, a poupança, o trabalho, investimentos, exportações etc., para benefício proporcional de todos os seus agentes. Ora, incluem-se aí ricos e pobres.

O conflito real não foi foco da atenção de Marx, pois o que ele queria era promover a revolução do proletariado, mas foi demonstrado por vários outros pensadores do capitalismo. A saber, a verdadeira tensão viceja entre Estado e mercado. A percepção quase sempre equivocada de curto prazo - que denominamos por Keynesiana - fez com que o Estado interviesse demasiadamente na dinâmica do setor privado, ao ponto de darmos agora mais atenção à política econômica governamental, no seu trato fiscal e monetário, do que às oportunidades espontâneas das relações econômicas stricto sensu. Sem embargo, tal degeneração impôs uma importância social maior ao que um governo pensa do que ao que os agentes que atuam no mercado enxergam.

Enfim, estas palavras são para lembrar que este é um dos grandes temas da economia, e que no dia 7 de março de 2015, teremos um evento inovador no Conselho Regional de Economia, onde se discutirá justamente isto, O Capitalismo em Favor dos Pobres. Um evento gratuito, diga-se de passagem. Teremos, na ocasião, a participação dos palestrantes Rodrigo Marinho, do Instituto Liberal do Nordeste, e do professor Adriano Paranaíba, economista e doutorando pela UNB. A ideia será promover um debate acadêmico e político (sem ser eleitoreiro ou partidário, é claro) que traga subsídios para um novo entendimento sobre a economia do século vinte e um e quanto às novas possibilidades econômicas de desenvolvimento do nosso país.

Everaldo Leite é economista e vice-presidente do Conselho Regional de Economia 18ª. Região.
 

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